Montagem de Contraste

setembro 29, 2017

Esse pequeno vídeo se trata de um trabalho da disciplina de Montagem e Edição do meu curso de Cinema.

Nossa escolha para a filmagem e edição desse trabalho foi a montagem de contraste usada no período do cinema russo, onde o foco era mostrar a desigualdade social e a diferença na cultura alimentar. Filmamos uma criança se alimentando com muita gula, fartura e satisfação, e em contraposição, crianças sem tem o que comer, ou tendo que comer grama cozida para tentar sobreviver.

A trilha ajudou na construção narrativa. Nas cenas da criança com gula, colocamos uma musica de balé agitada, para demonstrar a alegria e despreocupação. Nas cenas das crianças na África e no Brasil, não adicionamos nada, queríamos captar o cru, a própria ambiência natural desses momentos.

Em relação a cor, o foco foi no verde. A ideia era igualar as cenas, mesmo as crianças estando em realidades diferentes e deixar o contraste ˜falar” de outras formas.

P.S: lembrem de acionar o modo HD para assistirem.

!Na década de 1920, Vsevold Pudovkin instituiu cinco técnicas de montagem que ainda representam a base do corte nos dias de hoje. Ele denominou-as assim: 1. Contraste 2. Paralelismo 3. Simbolismo 4. Simultaneidade 5. Leitmotiv Para Pudovkin, o uso deliberado da montagem podia conduzir a reação emodonal do público. Consequentemente, ele acreditava que era tarefa tanto do roteirista como do montador dominar o processo de montagem, uma vez que sua tarefa mais importante era “conduzir psicologicamente o espectador”.

CONTRASTE – “Suponhamos que fomos encarregados de descrever a situação miserável de um homem que está morrendo de fome; a história causará mais impacto se estiver associada a uma alusão à gula insensível de um homem rico. É numa simples relação de contraste como essa que se baseia a técnica de edição correspondente. A impressão de contraste aumenta ainda mais na tela, pois podemos não somente relacionar a sequência da fome com a da glutonaria como também relacionar cenas isoladas – e até mesmo tomadas isoladas de cenas – umas com as outras, obrigando, portanto, o espectador, por assim dizer, a comparar as duas ações o tempo todo, uma reforçando a outra. “

 

Com amor e carinho,

Larissa Santiago. ♥

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